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22 de Outubro de 2017

Como ser um péssimo professor

kuadro
Publicado por kuadro
há 4 anos

Durante mais de 20 anos de escola, tive alguns professores muito bons e muitos outros horríveis. Cada professor bom tinha o seu diferencial, sua característica marcante. Mas os professores muito, muito, muito ruins tinham algumas características em comum que merecem registro nesse mundão que é a internet!

1. Fale sem parar

Niguém gosta de ficar perto de pessoas que falam sem parar. Isso torna a posição do professor meio ingrata, pois ele está na posição de passar conhecimento e, por isso, é esperado que ele fale bastante. Mas há professores que exageram, consomem a paciência e o intervalo dos alunos. Se você quer ser um péssimo professor, fale e escreva sem parar. Não dê exercícios em sala nem qualquer atividade em grupo. Assim, você pode falar o tempo todo e o desafio dos alunos será manter a atenção.

2. Deixe os problemas difíceis para a prova

Imagine só se, na faculdade de medicina, os estudantes aprendessem a tratar dor de garganta e dissecar um cérebro ficasse só para o momento da cirugia. Legal, né! Pois é exatamente isso que você, como aspirante a péssimo professor, deve fazer. Distribuir uma listinha de exercícios meia boca, resolver uns exemplos manjados em sala e na prova...na prova sim! Você vem quente, todo mundo vai se ferrar, os alunos vão se lembrar de você por toda a vida como o terror, nunca mais vão olhar pra uma equação quadrática sem perder a respiração. O melhor desse método é que você se certifica que os alunos não conseguirão encarar problemas de verdade. Afinal de contas, eles só existem nas provas dos assuntos que eles nunca estudarão.

3. Faça piadas o tempo todo

É óbvio que o bom humor melhorar qualquer relacionamento, mas fazer piada o tempo todo tá por fora, né! Sabe aquele professor que tira onda o tempo todo, tá sempre fazendo uma voz diferente, um comentário sarcástico...esse mesmo, aquele que nunca dá aula e prejudica o vestibulando. Esse cara é o melhor em ser péssimo professor. É igual droga! Traz aquela felicidade momentanea mas as conseqüências são muito ruins depois.

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6 Comentários

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É óbvio que o bom humor melhorar qualquer relacionamento? continuar lendo

Você falou num péssimo professor, pois eu tive uma professora de matemática que mudou a minha vida. Eu era uma aluna rebelde e que não dava a mínima para os estudos. Era ótima em matemática ou melhor, aritmética como se chamava na época.
Aprendia tudo num piscar de olhos e passava o resto da aula a bagunçar. Um dia a irmã Braga do Colégio Santa Inês me convenceu a entrar num concurso de literatura, eu, que detestava livros e tudo o que se relacionasse a eles. No internato, eu me sentia carente e apenas para agradá-la aceitei. E não é que eu peguei o 2o. lugar num concurso nacional? Depois disso passei a ler tudo o que me caia nas mãos. Tesouro da Juventude, Homens célebres de Plutarco, Conan Doyle, Machado de Assis, Monteiro Lobato.Virei uma rata de biblioteca. Minha autoestima foi para as alturas e comecei a achar que tudo o que eu fizesse ia dar certo. E não é que tem dado... continuar lendo

Adelaide, boa menina. "CÊ TÁ COBERTA DE RAZÃO". A leitura é a melhor terapia que existe. Pode anotar ai: via de regra, o autor se desnuda ao escrever suas obras. Ele se manifesta através dos personagens que cria. Da literatura clássica até mesmo nas mais inocentes das publicações. Então você percebe que não está sozinho (a) na multidão. Que seus recalques, frustrações, senso de culpa etc. são compartilhados por pessoas notáveis. Não quero dizer que esta decoberta seja uma panacéia, mas é reconfortante saber que estamos ideologicamente bem acompanhados. Só exempificando: Monteiro Lobato expressava sua rebeldia e irreverência através de Emília, Walt Disney deixava transparecer trodo seu conservadorismo Vitoriano atráves da família Donald, ora tio Patinhas, ora Margarida, ora Pato Donald. Érico Veríssimo manifestava seu descontentamento com o dogmatismo religioso através dos personagens de sua extensa criação literária.. AH! fugi um pouco do tema. Mas sem querer ser vaidoso, quero acreditar que fui um professor razoável. Lecionei por quase vinte anos (História, Deontologia, Economia Política, Processo Civil, Direito do Trabalho, Prática Forense) e deixei a atividade docente há quase quinze anos. Muitos dos ex-alunos (as) ainda me reconhecem. Com certa frequência sou consultado, embora deva reconhecer que fui superado por eles.Fisicamente eu não consigo reconhecê-los. Os homens ficaram carecas e barrigudos, as mulheres engordaram. Alguns me mandam e-mails e outros em encontros eventuais fazem questão de me cumprimentar. Claro que meu ego fica todo inflado. abs. literários. continuar lendo

4- Use e abuse do sarcasmo. Observe e ressalte as diferenças de cada um dos alunos dando especial atenção a uma orelha de abano, um nariz proeminente e etc..
5- Quando não souber a resposta ridicularize a pergunta, façam que todos riam do "idiota" que perguntou.
6- Grite bastante com o aluno, mas grite mesmo para rachar os vidros da sala. Já que não pode bater pelo menos estoure os ouvidos da classe.
7- Desconte e desintoxique seu organismo com as frustrações dia a dia encima daquele aluno quietinho e introvertido.
........... Daria para escrever um livro sobre o assunto e olha que eu tenho 40 anos "de janela" nesta profissão, já vi e presenciei de tudo e de todos os tipos nas escolas por onde lecionei. Não. Espero nunca ter sido assim. continuar lendo

Com certeza, a lista é infinita! continuar lendo

O professor no tempo de meu pai colocava um livro sobre o episcópio e lia o texto para os alunos. No meu tempo passou a projetar e ler transparência e agora lê slides e diz que está usando o computador em suas aulas. Parabéns pelo texto!
Prof. Nelci Barros (certificada FGV, Florianópolis) continuar lendo